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Cremação em massa: Índia quebra recorde global de novos casos de covid em 24 horas

O país teve mais infecções pelo coronavírus registradas do que qualquer outro lugar desde o início da pandemia

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 22/04/2021, às 15h33

Fotografia meramente ilustrativa de máscara estampada com a bandeira da Índia
Fotografia meramente ilustrativa de máscara estampada com a bandeira da Índia - Divulgação/ Pixabay

Nesta quinta-feira, 22, a Índia quebrou o recorde global de novas infecções por coronavírus registradas em um único dia, com mais de 314.000 indianos sendo diagnosticados nas últimas 24 horas.

O último recorde pertencia aos Estados Unidos, e era de 300.669, e foi estabelecido em 8 de janeiro deste ano. As informações foram repercutidas pelo UOL. 

Juntamente a esse índice alarmante do ritmo devastador assumido pela pandemia no país, foram 2.074 as vítimas fatais da doença no mesmo período.

Ainda que o número seja mais baixo que o visto em solo brasileiro na mesma data, que foi de 3 mil mortes, foi mais do que os cemitérios e crematórios indianos estavam preparados para reter. 

Na cidade de Nova Delhi, que é a capital da Índia, houve inclusive um estabelecimento que realizou uma cremação em massa para lidar com o número crescente de mortos pela pandemia. O sistema de saúde do país também sofre os efeitos do sobrecarregamento de pacientes, encarando a falta de cilindros de oxigênio para todos. 

De acordo com o que foi divulgado pela Reuters, o governo indiano fez ainda promessas relativas à campanha de vacinação que possivelmente não será capaz de cumprir, por não possuir a quantidade necessária de imunizantes para uma população de mais de 1,3 bilhão de habitantes.


Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 14,1 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 381 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 141 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,01 milhões de mortes.