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Dados indicam que Ômicron é menos grave, porém variante ainda preocupa

Segundo pesquisadores, a alta dos casos pode sobrecarregar hospitais

Redação Publicado em 23/12/2021, às 10h46

Imagem ilustrativa de um profissional da saúde
Imagem ilustrativa de um profissional da saúde - Getty Images

Segundo um estudo preliminar da Universidade de Edimburgo, na Escócia, menos pessoas têm necessitado de hospitalização entre as que foram infectadas pela variante ômicron se comparado a outras cepas — o que tem levado cientistas a constatar que ela é menos grave que as demais. Os resultados foram divulgados na última quarta-feira, 22.

Os dados corroboram com outros estudos sobre o assunto, que apontam que a redução de internações variam de 30% a 70%.

Mesmo assim, especialistas afirmam estarem preocupados com o número de infecções pela doença. O Reino Unido, por exemplo, registrou mais de 100 mil casos em um único dia — o maior número desde o início da pandemia.

De acordo com informações da BBC, o estudo da Universidade de Edimburgo afirmou que se a ômicron se comportasse da mesma forma que a variante delta, seria esperado que 47 pessoas teriam sido hospitalizadas na Escócia. No entanto, somente 15 se encontram nessa situação atualmente. Além disso, a pesquisa destacou que houve poucos registros de pacientes idosos ou com comorbidades. 

O diretor responsável pela situação da Covid-19 na Public Health Scotland, Jim McMenamin, considerou os resultados preliminares uma "boa notícia". Contudo, destacou que é importante "não nos precipitarmos", uma vez que a nova variante tem se espalhado rapidamente.

Conforme explicou o professor Mark Woolhouse, da Universidade de Edimburgo, "uma infecção pode ser relativamente branda individualmente para a grande maioria das pessoas, mas o potencial de todas essas infecções ocorrerem de uma vez e colocarem uma séria pressão sobre o NHS (o sistema público de saúde) permanece."