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Biden cita devastação na Amazônia e sugere 'consequências econômicas' em debate

Para Joe, os EUA deveriam assumir a liderança no tema

Giovanna de Matteo Publicado em 30/09/2020, às 10h29

Foto de Joe Biden
Foto de Joe Biden - Wikimedia Commons

Na noite de terça-feira, 29, durante o primeiro debate presidencial entre os candidatos à eleição dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden retomou a atenção para a questão climática, um dos pontos cruciais apresentado em seu plano de governo.

Durante seu discurso, Biden citou o Brasil ao falar dos problemas de devastação que afetam a Amazônia. Para ele, os EUA deveriam assumir a liderança no tema.

"A Floresta Amazônica no Brasil está sendo destruída, arrancada. Mais gás carbônico é absorvido ali do que todo carbono emitido pelos EUA. Eu tentarei ter a certeza de fazer com que os países ao redor do mundo levantem US$ 20 bilhões e digam (ao Brasil): 'Aqui estão US$ 20 bilhões, pare de devastar a floresta", afirmou o candidato, que logo depois fez ameaças ao Brasil, dizendo que se "não parar (de devastar), vai enfrentar consequências econômicas significativas".

A preocupação de Biden com a Amazônia e a ideia de levantar os US$ 20 bilhões já era reconhecida desde o ano passado, quando apresentou a proposta entre os primeiros momentos da disputa pela indicação do Partido Democrata.

Na época, ele defendeu medidas globais para conter a destruição da floresta. Em março de 2020, sinalizou que poderia propor medidas mais radicais contra o governo brasileiro caso nenhuma ação pela Amazônia fosse tomada.

Anteriormente, o candidato também não deixou de alfinetar o governo federal. Em entrevista à revista Americas Quarterly, publicada no dia quatro de março, disse: "o presidente Bolsonaro deveria saber que, se o Brasil fracassar na tarefa de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, meu governo vai buscar apoio ao redor do mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido".