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Decisão judicial impede exposição sobre drag queens em São Paulo

Mostra que seria realizada no Museu da Diversidade Sexual foi impedida após decisão judicial

Redação Publicado em 30/04/2022, às 13h46 - Atualizado às 14h23

Imagem ilustrativa da bandeira LGBT
Imagem ilustrativa da bandeira LGBT - Getty Images

A exposição 'Duo Drag', de Paulo Vitale, que ocorreria neste sábado, 30, em São Paulo, foi adiada.

Conforme repercutido pela Coluna de Fefito, no portal de notícias UOL, o motivo que impediu a realização da mostra fora uma decisão judicial, que solicitou o encerramento das atividades realizadas no Museu da Diversidade Sexual. 

A decisão judicial se deu através de um processo iniciado por um deputado estadual conversador, Gil Diniz (PL). Para justificar o seu pedido, ele não só questionou o gerenciamento do museu, mas também um projeto avaliado em 9 milhões de reais, que visava o ampliamento da instituição. 

Como consequência, a decisão foi acatada pela juíza Carmen Cristina Teijeiro. Agora, o governo de SP, responsável pela administração do Museu da Diversidade Sexual, tenta mudar a decisão e assim estabelecer o lançamento da exposição, que conta com registros em fotos de drag queens marcantes no Brasil, como Marcia Pantera e Lysa Bombom.

O Museu de Diversidade Sexual informou que o início da mostra está adiado até nova data, ainda não anunciada. 

O que diz a Secretaria de Cultura de SP?

O colunista também divulgou o comunicado enviado pela Secretaria de Cultura de São Paulo a respeito do impedimento da exposição, enfatizando o fechamento da instituição. 

"A Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo informa que a exposição Duo Drag, do Museu da Diversidade Sexual, foi adiada por decisão judicial que solicitou o fechamento da instituição. A pasta destaca que irá recorrer da decisão liminar, pois considera essencial o desenvolvimento de políticas de visibilidade da cultura LGBTQIA+", inicia o comunicado". 

Em seguida, também é ressaltada a importância da expansão do Museu da Diversidade Sexual, que resultará a realização de mais exposições, além de aumentar a capacidade do público que frequenta o museu. 

"A expansão do Museu da Diversidade Sexual (MDS), dos atuais 100 m² para 540 m² no mesmo local, na estação República do Metrô, irá permitir a realização de exposições multimídia de longa duração, exposições temporárias e eventos. Com isso, será possível aumentar o público visitante, promovendo o resgate histórico, a transformação social, a transformação social e o desenvolvimento pleno da comunidade. O Museu da Diversidade Sexual é a primeira instituição do tipo na América Latina e irá completar 10 anos em 2022", finaliza o comunicado.