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Decreto proíbe que linguagem neutra seja empregada em escolas públicas e particulares de SC

Deputada que propôs a medida, comemorou a decisão, que diz evitar “prejuízos educacionais provocados pela aberração linguística que chamam de ‘linguagem de gênero neutro’"

Fabio Previdelli Publicado em 19/06/2021, às 12h40

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Na última terça-feira, 15, o governador Carlos Moisés da Silva, de Santa Catarina, editou um decreto que proíbe que a linguagem neutra seja usada em todas as escolas da rede pública e particular do estado.  

Segundo o G1, a medida havia sido proposta pela deputada estadual Ana Caroline Campagnolo, colega de partido de Silva, o PSL. Com o anúncio, Campagnolo comemorou a decisão em suas redes sociais, afirmando que a medida evita "prejuízos educacionais provocados pela aberração linguística que chamam de 'linguagem de gênero neutro'". 

 
 
 
 
 
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Dessa forma, palavras como “todxs”, menine”, entre outras, que também são conhecidas como linguagem não-binária, serão impedidas de constarem em documentos oficiais escolares, grade curricular, provas, material didático e tudo mais.  

Nos últimos anos, o uso de linguagem neutra ganhou visibilidade por tornar a língua portuguesa mais inclusiva para minorias da comunidade LGBTQIA+, como pessoas transexuais, não-binárias e intersexuais.