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Defesa de Julian Assange tenta impedir a extradição do jornalista aos EUA

Em nova audiência, a defesa do fundador do WikiLeaks vai argumentar que o governo estadunidense planejou seu sequestro e assassinato

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/10/2021, às 16h00

Julian Assange em 2014
Julian Assange em 2014 - Wikimedia Commons / David G. Silvers

O jornalista Julian Assange está, de novo, sob perigo de ser levado aos Estados Unidos para responder por suas acusações de vazamentos de documentos confidenciais do governo norte-americao.

Entretanto, a defesa do fundador do site WikiLeaks irá apoiar-se no perigo de morte que ele, supostamente, pode passar em solo norte-americano.

Em setembro deste ano, 2021, o site Yahoo News noticiou que a CIA, organização de inteligência americana, discutia possibilidades de sequestros e até execuções do jornalista, enquanto Assange estava em asilo na embaixada do Equador em Londres.

Estas conversas estavam acontecendo durante o governo do presidente Donald Trump e diversos de seus funcionários fizeram parte delas. Sobre as discussões relacionadas a um ataque a Assange, um funcionário da CIA falou com a publicação: “Parecia não haver limites”.

Na nova audiência na Suprema Corte Britânica, a defesa do jornalista planeja ressaltar essas acusações como riscos que ele pode correr.

A sessão acontecerá amanhã, na quarta-feira, 27, e resultará na decisão de se Julian Assange retornará aos Estados Unidos para responder a suas infrações. As informações são do site de notícias UOL.

O caso de Assange, que começou oficialmente em 2012 quando o jornalista pediu asilo em solo britânico, acumula apoio de diversas personalidades e organizações, como a designer Vivienne Westwood e a ONG Repórteres sem fronteiras. A corroboração ao fundador do WikiLeaks afirma que o caso é um ataque direto ao jornalismo.