Notícias » Estados Unidos

Deputada trumpista é banida do Twitter por discurso negacionista

Antivacina e conspiracionista, Marjorie Taylor Greene fez uma série de publicações questionando a imunização contra a Covid

Fabio Previdelli Publicado em 03/01/2022, às 12h00

A congressista Marjorie Taylor Greene
A congressista Marjorie Taylor Greene - Getty Images

No último domingo, 2, a deputada republicana Marjorie Taylor Greene foi banida permanentemente do Twitter por violar diversas vezes a política da plataforma sobre desinformações relacionadas à Covid-19

Seguidora fiel do ex-presidente Donald Trump, Marjorie Taylor Greene foi eleita à Câmara dos Representantes pelo Estado da Geórgia por conta de seu discurso atrelado ao grupo conspiratório QAnon — que ganhou força nos últimos anos, durante a gestão Trump, ao disseminar a teoria de que uma rede de pedofilia e satanismo está infiltrado no governo, mercado e mídia, cujo objetivo era derrubar os ex-presidente americano. 

“Fomos claros [...] que suspenderemos permanentemente contas por reiteradas violações a essa política [de Covid-19]”, declarou o Twitter, em nota enviada à AFP. A publicação que causou tal punição, no entanto, não foi informada. 

Nos últimos meses, conforme aponta a agência de notícias, Greene havia feito uma série de publicações antivacina, além de compartilhar outras desinformações relacionadas à pandemia. Em agosto de 2021, por exemplo, ela já havia tido a conta suspensa temporariamente pelo mesmo motivo. 

Com o banimento, a congressista usou o Telegram para falar com seus eleitores. Em um comunicado, a republicana declarou que o Twitter é “um inimigo dos EUA e não aguenta suportar a verdade".

Tudo bem, mostrarei ao país que não precisamos dele e que é tempo de derrotar nossos inimigos”, prosseguiu.

Um dos últimos posts feitos por Marjorie Taylor Greene foi escrito no sábado, 1, onde a congressista disse que, antes, mortes em decorrência de efeitos de vacinas eram levadas a sério nos EUA, porém, agora, “uma quantidade extremamente alta de mortes pela vacina contra Covid são ignoradas”.