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Desmatamento de regiões que deveriam ser protegidas cresceu 79% no governo Bolsonaro

Levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) avaliou um imenso aumento nos três últimos anos

Redação Publicado em 22/12/2021, às 07h10

Uma única árvore em meio a uma floresta desmatada
Uma única árvore em meio a uma floresta desmatada - Getty Images

Conforme análise feita por especialistas do Instituto Socioambiental (ISA), nos últimos três anos, o desmatamento de áreas que deveriam ser protegidas foi bem maior do que no período entre 2016 e 2018 no Brasil.

Extraídos do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), os dados apontam que houve aumento de 79% durante a gestão Bolsonaro, segundo informações do portal g1.

O governo já havia anunciado, no mês de novembro, uma alta geral de 22% em todo bioma amazônico em comparação com 2020.

Porém, segundo informações do G1, o relatório do ISA é diferente dos realizados por outras instituições, uma vez que considera em suas análises apenas as áreas protegidas por lei.

Desta forma, a alta de 79% refere-se ao desmate nas Unidades de Conservação (UCs), que podem ser federais, estaduais ou municipais, estando inclusas nessa conta as terras indígenas da Amazônia.

De acordo com a fonte, as UCs são reguladas pela Lei nº 9.985, de 2000, com o objetivo de preservar a biodiversidade.

O coordenador do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do ISA, Antônio Oviedo, quem também assina o relatório, destaca que além do que chamou de política nacional de "desmonte" das políticas ambientais, também foi observado um fenômeno local:

"Os municípios também costumam travar uma guerra fiscal, flexibilizando regras e normas para atrair projetos e investimentos. Na Amazônia, isso reflete em desmatamento".