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Despejo de água de Fukushima planejado pelo Japão pode ser prejudicial ao DNA

O Greenpeace alerta para a presença de carbono radioativo no líquido que vem sendo tratado desde o acidente na usina, em 2011

Penélope Coelho Publicado em 26/10/2020, às 12h27

Usina de Fukushima vista do mar no ano de 2013
Usina de Fukushima vista do mar no ano de 2013 - Wikimedia Commons

Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, 26, pela CNN, a organização de direitos ambientais Greenpeace, alertou que o despejo da água vinda da usina nuclear Fukushima — que foi destruída por um terremoto seguido de tsunami em 2011 —, pode causar danos ao DNA humano.

De acordo com a publicação, isso pode acontecer em decorrência da quantidade de carbono radioativo presente no líquido - apesar de, segundo as autoridades japonesas, o mesmo ter passado por tratamento. A discussão do que será feito com a água causa divergência entre ambientalistas, pescadores locais e cientistas.

O Greenpeace afirma que a água que pode ser lançada no Oceano Pacífico contém níveis “perigosos” do isótopo radioativo carbono-14 e outras substâncias danosas que têm potencial para prejudicar humanos e o meio ambiente em um longo período. 

Nove anos após o desastre nuclear de Fukushima, o espaço de armazenamento de água está se esgotando. Na última sexta-feira, 23, o governo do Japão adiou a decisão do despejo e atualmente analisa o que será feito com o conteúdo radioativo.