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Digitalização em 3D de múmia revela gato com cinco pernas e três rabos

A mumificação egípcia surpreendeu os arqueólogos ao revelar partes extras no corpo do felino

André Nogueira Publicado em 05/11/2019, às 07h00 - Atualizado às 07h28

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- INRAP

Uma múmia de gato egípcia chocou os pesquisadores após uma varredura digital que revelou um corpo, dentro do invólucro mumiático, com três caudas e cinco patas traseiras. O animal, de 2.500 anos, foi analisado pelo Instituto Nacional Francês de Pesquisa Arqueológica Preventiva e possui partes de diferentes indivíduos felinos.

Além das partes subjacentes, falta ao corpo do animal as costelas e o crânio, que foi substituído por uma bola de tecido. Esta mumificação provavelmente possuía papel ritualístico no contexto fúnebre, sendo uma oferenda aos deuses, o que também explica a possível falsificação do corpo preservado, que era comercializado na época.

Múmia original e reconstituição em 3D / Crédito: INRAP

 

"Existem milhões de múmias de animais, mas poucas foram imaginadas. Algumas estão vazias, outras contêm apenas um osso, às vezes o gato está completo. A múmia de Rennes é uma variante. Alguns pesquisadores acreditam que estamos lidando com um golpe antigo organizado por padres inescrupulosos, acreditamos pelo contrário que existem inúmeras maneiras de fazer múmias de animais”, afirmou o pesquisador Theophane Nicolas, do INRAP.

Ossada revelada pela varredura / Crédito: INRAP

 

Após a digitalização 3D do corpo, o gato mumificado foi disponibilizado ao acervo do Museu de Belas Artes de Rennes, de onde ocupava a reserva técnica desde a década de 1920. O animal provavelmente tinha alguma ligação com a figura divina de Mafdet, que possui forma felina.