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Dinossauro "fortaleza viva" vivia sozinho por ser lento e surdo

Conhecido pela rigidez e coberto de ossos largos, ele foi objeto de estudo de uma pesquisa austro-alemã

Wallacy Ferrari Publicado em 24/01/2022, às 12h50

Ilustração digital do dinossauro encontrado
Ilustração digital do dinossauro encontrado - Divulgação / Fabrizio De Rossi / Universidade de Viena

Um grupo de pesquisadores alemães e austríacos realizou uma análise minuciosa na caixa craniana de um dinossauro encontrado na Áustria utilizando modernos equipamentos de microtomografia computadorizada (microCT), descobrindo que um dos mais rígidos animais já conhecidos era lento e surdo, conforme publicado em estudo recente no periódico Scientific Reports.

Os anquilossauros, cobertos inteiramente por placas ósseas e espinhos, são apelidados de “fortalezas vivas” pela aparente rigidez, além de alcançar até oito metros de comprimento. Mesmo com todo o tamanho, faziam parte do seleto grupo de dinossauros herbívoros e preferiam uma vida solitária devido a dificuldade de locomoção e audição, que o prejudicavam a acompanhar grupos.

A conclusão obtida pelos cientistas da Universidades de Greifswald, na Alemanha, e da Universidade de Viena, na Áustria, foi possível através da tomografia computadorizada de alta resolução, que produziu um molde tridimensional digital da cabeça do animal, compreendendo suas limitações de desenvolvimento cerebral e dos sentidos.

No trecho dos ouvidos internos, por exemplo, eles conseguiram mapear a capacidade auditiva e orientação do crânio, que assim como a dos seres humanos, o aparelho vestibular fica próximo do ouvido. No caso do anquilossauro austríaco, os cientistas encontraram a lagena mais curta de um dinossauro até o momento.

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