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Diretora-geral da OMS alerta Brasil para vinda da 4ª onda de covid

Mariângela Simão expressou preocupações a respeito do Carnaval e o relaxamento de medidas de segurança: "Surtos continuarão"

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/11/2021, às 14h49

Imagem meramente ilustrativa do vírus
Imagem meramente ilustrativa do vírus - Divulgação/ Pixabay/ BlenderTimer

Na última segunda-feira, 22, se deu o início do Congresso Brasileiro de Epidemiologia, evento centrado na disseminação de conhecimento científico em uma área que foi tornada particularmente relevante em vista da pandemia atual de covid-19, que já assola o planeta há quase dois anos. 

A abertura da conferência, que foi realizado de forma virtual para garantir a segurança dos participantes, contou com a presença da própria diretora-geral assistente da OMS (Organização Mundial de Saúde) na área de Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos, a brasileira Mariângela Simão

“Estamos vendo a ressurgência de casos de Covid-19 na Europa. Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E isso porque há subnotificação em vários continentes", afirmou a profissional durante seu pronunciamento, conforme repercutido pelo R7. 

Mariângela completou ainda que o mundo está entrando em uma "quarta onda" da covid-19, um cenário preocupante que não estaria sendo levado suficientemente a sério. As variantes do coronavírus, afinal, continuam evoluindo e rapidamente tornando-se mais letais. 

Com o crescimento da população vacinada, muitos estão relaxando as medidas de contenção da pandemia, como o distanciamento social e o uso de máscaras. "Onde medidas de saúde pública são usadas de forma inconsistente, os surtos continuarão a ocorrer em populações suscetíveis”, alertou. 

Outro problema é o fato que, embora o Brasil tenha uma cobertura vacinal satisfatória, esse não é o caso de todos os países ao redor do globo. 

"Em países de baixa renda, há menos de 5% de pessoas com pelo menos uma dose. Um dos fatores foi o fato de os produtores terem feito acordos bilaterais com países de alta renda e não estarem privilegiando vacinas para países de baixa renda”, apontou Simão, ainda conforme o veículo.

Como aprendemos durante os anos de 2020 e 2021, se uma variante nova e mais forte surge em algum lugar, a tendência é que ela se espalhe para o restante do mundo. Assim, não adianta um país estar vacinado, e outro não.  

Por fim, a diretora-geral da OMS expressou preocupação em relação aos planejamentos para o Carnaval de 2022, ocasião que ela definiu como ideal para "aumento da transmissão comunitária".