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Disfarçada de entregador de comida: a fuga de uma ativista da Rússia

Maria Alyokhina, que engloba o grupo Pussy Riot, explicou em entrevista como fez para escapar da nação de Putin

Redação Publicado em 11/05/2022, às 19h29

Imagem de Maria Alyokhina
Imagem de Maria Alyokhina - Divulgação/Instagram/Maria Alyokhina

Em entrevista ao New York Times, uma das mulheres que engloba o grupo Pussy Riot revelou como conseguiu escapar da Rússia. Maria Alyokhina explicou ao veículo internacional que só foi possível fugir da nação de Putinapós se disfarçar de entregador de comida. 

"Fiquei feliz por ter conseguido fazer isso porque foi uma despedida imprevisível e forte (das autoridades russas)", disse ela, que também demonstrou que ainda está confusa com a situação: "Ainda não entendo completamente o que fiz". 

Maria, que deu entrevista ao veículo em Vilnius, na Lituânia, sempre foi uma defensora para que a Rússia cumprisse a Constituição e liberdade de expressão. No entanto, ela não havia encontrado isso anteriormente. 

Antes da fuga, Maria revelou através das redes sociais que estava com uma pulseira de monitoramento eletrônico usado em prisão domiciliar, que seria passada para um total de 21 dias em detenção numa colônia penal. A decisão que a levou a fugir da Rússia se deu diante da proibição de Putin que as pessoas criticassem a guerra. 

O New York Times também repercute que a jovem fora detida em seis oportunidades e com base em acusações forjadas, que visariam impedir seu ativismo no país. Sem outra escolha, decidiu fugir. 

Para realizar tal feito com sucesso, ela usou um disfarce de entregador de comida e assim escapar das autoridades que vigiavam o apartamento onde ela estava hospedada, no caso, residência de amigos.

Para evitar o rastreio, seu celular foi abandonado. E para chegar até a fronteira com Belarus, ela precisou da ajuda de um amigo, que a levou até o local. Uma semana depois, conseguiu atravessar a Lituânia. 

Ela disse ao veículo que tem esperanças de voltar para a Rússia, contudo, não imagina quando isso se tornará uma possibilidade. O veículo também explica que o país tem forçado ativistas influentes ao exílio. Estes, chegam todos os dias em Vilnius, onde se encontra Maria