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Notícias / Brasil

Documentário mostrando Orson Welles no Brasil estreia hoje (23) nos cinemas

Vídeos de 80 anos atrás foram recuperados por cineastas

Alan de Oliveira | @baco.deoli sob supervisão de Ingredi Brunato Publicado em 23/06/2022, às 12h24

Registro que faz parte do documentário "A Jangada de Welles" - Divulgação/ Twitter/ @ronifigueiro
Registro que faz parte do documentário "A Jangada de Welles" - Divulgação/ Twitter/ @ronifigueiro

Os diretores brasileiros Firmino Holanda e Petrus Cariry estão lançando nesta quinta-feira, 23, o documentário 'A Jangada de Welles', que estreia diversos cinemas do país, após ser exibido em festivais em mais de 10 nações. 

O foco da produção é a passagem de Orson Welles um dos maiores diretores de todos os tempos, pelo Brasil, e conta com registros feitos pelo próprio. O artista inspirou um sentimento especial entre os fãsbrasileiros devido à sua relação especial com a nação.

Por coincidência, lançamos o filme em junho, exatamente 80 anos depois de Orson Welles vir a Fortaleza para iniciar as filmagens do episódio jangadeiro. Nosso filme traz elementos históricos e geográficos (trazidos por professores como Berenice Abreu e Eustógio Correia), depoimentos de parentes dos heróis da São Pedro ou de quem testemunhou a presença de Welles na cidade", fala Firmino em entrevista ao portal de notícias O Povo.

Em 1942, Welles filmou o Carnaval do Rio de Janeiro e os jangadeiros cearenses para o documentário "É Tudo Verdade", que não foi concluído, mas cujos fragmentos foram recuperados e remontados na década de 1990.

Não é a primeira homenagem

Holanda já havia mencionado os fatos no livro "Orson Welles no Ceará" (2001), onde traça paralelos com o estilo do cineasta norte-americano. Sem o "equipamento de estúdio de Hollywood" para desenvolver o recurso de "câmera baixa", o diretor brasileiro observou que o estadunidense aprendeu a improvisar durante sua passagem pelo Ceará.

Com pouco dinheiro e equipe reduzida, dirigindo não-atores, embebeu-se do modo de produção brasileiro. Cavava buraco na areia da praia para colocar a câmera suficientemente baixa e obter o referido efeito. Mas ele era também influenciado pelo cinema de (Serguei) Eisenstein e de (Robert) Flaherty, seja em aspectos plásticos ou no uso desses não-atores, vindos da comunidade praiana de Iracema e Mucuripe", explicou em outro trecho da entrevista, ainda segundo o portal O Povo.