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Documentário indica que avô de Elizabeth II, o rei George V, morreu por eutanásia

A revelação polêmica foi feita em um documentário britânico que estreou nesse fim de semana

Ingredi Brunato Publicado em 24/08/2020, às 13h50

George V representado em pintura.
George V representado em pintura. - Wikimedia Commons

O documentário “The Tyrant King” (ou “O Rei Tirano”, em tradução livre), exibido na TV britânica no último domingo, 23, fala sobre a vida do rei George V, que em sua época foi o chefe da Casa Real de Windsor. 

Embora o foco do documentário seja sobre como George V era, na verdade, um tirano por trás dos panos, algo que não era tão conhecido até então, o programa acabou causando polêmica ao trazer a público alguns trechos do diário do médico da família real. 

Segundo o Daily Mail, em algumas páginas publicadas, o médico Bertrand Edward Dawson revela que deu uma injeção letal no monarca, quando este estava terminalmente doente, configurando, portanto, a primeira eutanásia real de que se têm registro. 

"Às 11 horas, era evidente que o último estágio poderia durar muitas horas. Assim, decidi determinar o fim e injetei na veia jugular 0,75 grama de morfina e, pouco depois, um grama de cocaína", escreveu o médico da família. 

Segundo os historiadores ouvidos pelos produtores do programa, o assessor de saúde teria ainda calculado sua injeção para que o rei morresse a tempo de ter sua morte publicada nos jornais do dia seguinte. 

Essa decisão seria motivada pelo fato de George V ter sido um leitor assíduo do “The Times”, além de ter certa vez comentado com Dawson que odiaria “morrer fora do horário hábil”, de forma que seu falecimento não ganhasse as manchetes.

Sobre a discussão em relação à atitude do médico, a especialista sobre a família real britânica, Angela Levin, comenta: "Há esse argumento sobre ter sido um assassinato por eutanásia. Se você olhar para isso objetivamente, foi uma decisão muito importante de se tomar, de matar um rei sem absoluta autoridade. É um mistério muito sombrio, mas interessante".