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Documentário narra uma das revoltas mais violentas do Brasil Império

O filme “O levante de Bela Cruz” explica os bastidores da trama que culminou na Revolta de Carrancas, em Minas Gerais

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 22/11/2021, às 21h00

Imagem do documentário "O levante da Bela Cruz"
Imagem do documentário "O levante da Bela Cruz" - Divulgação / "O levante da Bela Cruz"

Com lançamento previsto para a próxima terça-feira, 23, o filme “O levante da Bela Cruz” documenta uma das revoltas mais violentas do período Brasil Império. Trata-se da rebelião de pessoas escravizadas e fazendeiros locais na região de Carrancas, em Mina Gerais, especialmente nas fazendas Campo Alegre e Bella Cruz, em meados de 1883.

Dirigido por Elza Cataldo, conhecida por desenvolver obras historiográficas com base na história das mulheres, o novo documentário utiliza de testemunhos de historiadores, pessoas cujos familiares foram mortos na revolta, diretores de instituições e até descendentes do Barão de Alfenas, um dos senhores de escravos da região.

Além de tudo, “O levante da Bela Cruz” esforça-se para envolver o espectador nesta rebelião, que foi tão fundamental para o fim da escravidão no Brasil, mas tão pouco documentada. Para isso, o longa usa de performances, imagens dos locais onde a Revolta de Carrancas aconteceu e obras artísticas que descrevem o acontecimento.

Tendo resultado na morte de 16 escravizados e 10 familiares do Barão de Alfenas, a rebelião é uma das mais violentas da história brasileira, mas trouxe à tona, de maneira impossível de ignorar, as necessidades do povo negro. Ainda mais, o episódio mostrou que a população oprimida durante séculos conseguia se organizar e impactar a história.

O documentário “O levante da Bela Cruz”, inspirado pela revolução no Brasil Império, será pré-lançado na próxima terça-feira, 23, como parte das reflexões oferecidas pelo Mês da Consciência Negra. As informações são da cobertura do Tribuna de Minas.