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Donald Trump admite que cogitou assassinar presidente da Síria, Bashar al-Assad

Confissão ocorreu durante um programa e teria ocorrido depois de um ataque químico em território sírio

Caio Tortamano Publicado em 15/09/2020, às 15h30

Fotografia de Donald Trump
Fotografia de Donald Trump - Getty Images

Presidente da Síria desde 2000, Bashar al-Assad foi o alvo de um plano de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acordo com a confissão do próprio. A decisão teria vindo depois de um ataque químico supostamente promovido pelo governo sírio em seu território nacional.

O episódio aconteceu em 2017, e Trump só não levou o plano adiante porque o ex-ministro de defesa dos EUA, James Mattis, foi contra a decisão. Essas confissões vieram da boca do republicano durante um programa de televisão americano, em que diz: “Eu teria o tirado [al-Assad]. Eu tinha tudo pronto. Mattis não queria fazê-lo, ele era um general extremamente superestimado. Então eu o deixei ir”.

Esse suposto plano fora negado em 2018 por Trump, quando um livro de Bob Woodward, Medo - Trump na Casa Branca, que relata os primeiros anos do empresário no cargo de presidência, revelou essa ideia do político. À época, Donald disse que matar al-Assad “nunca tinha sido contemplado, nem será”.

De acordo com o site Daily Mail, Trump teria dito no programa ao vivo da emissora americana Fox que ele mesmo demitiu Mattis, enquanto o ex-ministro da defesa afirma no livro de Woodward que pediu para deixar o cargo após o presidente solicitar que o ministro retirasse as tropas estadunidenses da Síria.