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Dr. Jairinho estuprou e manteve um relacionamento abusivo com ex-namorada, diz MP do Rio

Segundo o órgão, os casos teriam acontecido entre 2014 e 2020

Fabio Previdelli Publicado em 21/07/2021, às 10h02

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Imagem ilustrativa - Divulgação / Alexas_Fotos/ Pixabay

De acordo com matéria publicada pelo UOL na noite de ontem, 20, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou uma denúncia contra o Dr. Jairinho por crimes que ele teria cometido contra uma ex-namorada com que ele esteve junto entre 2014 e 2020. 

Em outubro de 2015, segundo o documento que foi mandado à Justiça, ele teria drogado a mulher em questão e, depois disso, a estuprado. No ano seguinte, o réu no caso do assassinato do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, teria agredido a vítima tanto verbal como fisicamente. Nesse segundo episódio, inclusive, Jairinho teria causado uma fratura em um dos dedos do pé de sua namorada. 

A continuação dos casos se deu em 2020, quando o casal passou um final de semana no litoral carioca. Conforme aponta o MP, após uma crise de ciúme por conta de um comentário em uma rede social, o ex-vereador teria a agredido de diversas formas.  

O órgão ainda aponta que a ex-namorada de Jairinho sofria de ansiedade e chegou a ter episódios de taquicardia devido as constantes ameaças que sofria. O médico também teria um comportamento abusivo e controlador. 

O documento aponta que ele exigia que a vítima atendesse telefonemas no meio da madrugada para se certificar que a mulher estava sozinha; Jairinho também ameaçava seus filhos e a obrigou a deixar seu emprego. Após agredi-la, ele negava tudo e dizia que a vítima estava ficando louca.  

Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.