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Duas igrejas são incendiadas em protesto no Chile

Os incêndios ocorreram uma semana antes do plebiscito constitucional que definirá o futuro do país

Giovanna Gomes Publicado em 19/10/2020, às 07h41

Imagem de protesto ocorrido no ano passado no Chile
Imagem de protesto ocorrido no ano passado no Chile - Getty Images

Um ano após a explosão social de 18 de outubro de 2019, ocorreu ontem,19, no Chile, uma nova onda de protestos por uma maior igualdade social. Cerca de 25 mil pessoas se concentraram na Praça Itália, localizada em Santiago, capital do país, uma semana antes de um plebiscito constitucional. A capela dos Carabineiros San Francisco de Borja e a paróquia Asunción, foram incendiadas durante as manifestações.

No sábado, o subsecretário do governo, Juan Francisco Galli havia pedido que as pessoas protestassem pacificamente. “Esperamos que as pessoas entendam que estamos em um contexto completamente diferente, porque falta uma semana para um evento eleitoral muito importante para nosso país e estamos em época de pandemia”, declarou.

No entanto, mesmo com a pandemia de coronavírus os protestos ocorreram. De acordo com os dados oficiais, o Chile possui 14.183 casos ativos, sendo que 13.635 pessoas já morreram vítimas da doença.

Além das igrejas, também uma estação de metrô foi incendiada e uma delegacia, a 20ª delegacia dos Carabineiros, foi atacada por, em torno, de 300 manifestantes encapuzados, que atiraram coquetéis molotov contra a instituição. Em outros locais da cidade foram registrados conflitos como saques a supermercados e barricadas.