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Durante caça, homem é morto pelo próprio amigo, que o teria confundido com javali

O evento aconteceu em Minas Gerais e o cidadão que efetuou o disparo foi preso

Penélope Coelho Publicado em 04/08/2020, às 09h25

Espingardas e munições que estavam na posse dos dois homens
Espingardas e munições que estavam na posse dos dois homens - Divulgação / Policia Militar

No último domingo, 2, um homem faleceu após ter levado um tiro enquanto realizava uma caçada na Fazenda Paraíso, em Itanhandu, Minas Gerais. De acordo com informações da Polícia Militar, o tiro partiu de um homem que acompanhava a vítima na caça. As informações são do portal de notícias UOL.

Segundo a publicação, o cidadão contou para as autoridades que efetuou os disparos pensando que o alvo se tratava de um javali e não de seu colega, ele disse que só percebeu o que havia feito após ouvir o grito do companheiro de caça.

O suspeito ainda afirmou que tentou socorrer seu amigo, mas, como estavam em uma mata isolada ele não conseguiu reanima-lo sozinho. Por isso, voltou para a sede da fazenda e pediu para que a polícia fosse acionada.

O homem que disparou o tiro disse que era amigo da vítima, Paulo César da Silva de 43 anos, e ainda afirmou que a visita ao local já estava marcada há algum tempo, a intenção era caçar um javali que estava rodeando aquela área.

De acordo com a polícia, o homem foi preso em flagrante e levado para delegacia, lá o autor do disparo entregou as armas e as munições usadas para a caça. Segundo a PM, os homens tinham registro para posse de arma, mas, não para porte.

Além disso, também tinham licença no IBAMA para a realização de atividade de manejo de fauna exótica invasora — que permite a caça de javali a partir de armadilhas. Contudo, os cidadãos não tinham o Certificado de Registro de Caçador do Exército, o que também era necessário para realizar o tipo de caça que eles desejavam.