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É possível diferenciar dinossauros machos de fêmeas? Estudo responde

Segundo pesquisa, a distinção dos animas extintos é mais difícil do que parece

Penélope Coelho Publicado em 12/05/2020, às 10h05

Imagem ilustrativa de um dinossauro
Imagem ilustrativa de um dinossauro - Pixabay

Estudiosos da Universidade Queen Mary, de Londres, lideraram uma pesquisa sobre a possibilidade de distinguir o sexo de dinossauros. Algumas distinções anteriores foram realizadas, no entanto, perceber essa diferença é algo raro e trabalhoso, afirmam os pesquisadores.

Para chegarem a essa conclusão, os cientistas analisaram crânios de uma espécie de réptil ameaçada de extinção, o Gavial. A partir desse estudo, perceberam uma grande dificuldade na realização das análises utilizando apenas registros fósseis.

Foram examinados mais de 106 exemplares de Gavial, em museus do mundo todo, porém, apesar de toda a tecnologia utilizada, a única diferença encontrada além do tamanho maior por parte das espécies masculinas, foi uma cavidade óssea próxima às narinas dos machos.

Conclusões

Em algumas espécies de animais, a diferença entre o macho e a fêmea é visível, como, a presença de chifres somente no macho e uma coloração suave em penas de fêmeas. Esse fenômeno é conhecido como Diformismo Sexual, e acontece quando características físicas não sexuais das espécies são claramente diferentes.

Contudo, nos dinossauros e nos Gavialis, isso não acontece. Segundo David Hone, professor de Zoologia da Universidade Queen Mary: “Nossa pesquisa mostra que, mesmo com conhecimento prévio do sexo da amostra, ainda pode ser difícil diferenciar os répteis masculinos e femininos. Com a maioria dos dinossauros, não sabemos o sexo, então esperamos que essa tarefa seja muito mais difícil [...] lutaremos para diferenciar um dinossauro masculino e feminino usando nossos esqueletos de dinossauros existentes.”, afirmou o autor do estudo.

Graças a essa nova pesquisa, estudos anteriores estão sendo questionados. Um artigo, por exemplo, que separou espécies de Tiranossauro Rex por gênero, afirmou que as fêmeas apresentavam um tamanho maior.

“Isso foi baseado em registros de 25 amostras quebradas e nossos resultados mostram que esse nível de dados simplesmente não é bom o suficiente para poder fazer isso.”, finalizou Dr. Hone.