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Eduardo Bolsonaro afirma que Cid Gomes teve “atitude insensata” e expôs militares a um risco desnecessário

O deputado federal discordou da atitude de Gomes, que foi atingido por dois tiros

Wallacy Ferrari Publicado em 20/02/2020, às 11h32

Montagem de Eduardo Bolsonaro e Cid Gomes
Montagem de Eduardo Bolsonaro e Cid Gomes - Wikimedia Commons

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), disse em suas redes sociais que o senador Cid Gomes teve uma “atitude insensata” ao ameaçar a integridade estrutural de um quartel da PM com um trator. O senador foi vítima de dois tiros de arma de fogo no peito, que não atingiu órgãos vitais.

Eduardo comentou na noite de ontem, 19, através do Twitter: “[Cid] tenta invadir o batalhão com uma retroescavadeira e é alvejado com um projétil de borracha. É inacreditável que um Senador da República lance mão de uma atitude insensata como essa, expondo militares e familiares a um risco desnecessário em um momento já delicado”.

Irmão de Cid, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) rebateu a colocação de Eduardo, afirmando que a atitude do irmão foi necessária para que as forças militares do Ceará não exerçam uma força que extrapole os limites de sua jurisdição. “Será necessário que nos matem mesmo antes de permitirmos que milícias controlem o Estado do Ceará como os canalhas de sua familia fizeram com o Rio de Janeiro?”, questiona Ciro em mensagem direcionada a Eduardo.

O senador Cid Gomes foi transferido durante a noite para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral e seu cardiograma não registrou nenhuma lesão que comprometa sua atividade cardíaca. Os tiros atingiram sua clavícula e perfurou seu pulmão esquerdo, entretanto, Ciro confirmou que o senador não corre risco de morte.