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Eduardo Bolsonaro critica Google após homenagem para Paulo Freire: 'N estranhe se o próximo Google for c/ cara do Lula'

O filho do presidente cita 'atores ideológicos envolvidos'

Redação Publicado em 20/09/2021, às 10h25

Freire durante entrevista
Freire durante entrevista - Divulgação/Vídeo

No dia em que Paulo Freire completou 100 anos, a data foi destacada principalmente pelo Google. No último domingo, 19, a companhia lançou um Doodle que estampava o rosto do pedagogo através de uma ilustração presente em sua página inicial. Contudo, nem todos gostaram da homenagem.

Divulgação/Google

 

Apesar de a companhia sempre realizar a mudança temporária quando se trata de efemérides, Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente da República, relacionou a mudança do logotipo com o recente ato da Justiça de ter proibido a união de atacar a dignidade de Paulo Freire.

Sem maiores explicações, o deputado disse que o Google ‘apoia’ a decisão’.

“ONG entra na justiça por razão ideológica; juíza dá razão à ONG, jornal enaltece a causa; Google a apóia. Olhe quantos atores ideológicos envolvidos, cientes ou não que servem a uma ideologia, e perceba o qnto temos q caminhar. N estranhe se o próximo Google for c/ cara do Lula”, escreveu ele.

Patrono da educação brasileira

No Twitter, o Google descreveu a importância de Paulo Freire para o Brasil.

“Considerado um dos pensadores mais importantes na história da pedagogia mundial, Paulo Freire completaria 100 anos hoje. Defensor da educação libertadora, Freire é considerado o patrono da educação brasileira e sua obra é referenciada no mundo todo até hoje”, disse a plataforma através da conta oficial no Twitter.

União proibida de atentar contra Freire

Na última quinta-feira, 16, foi determinado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro que a União está liminarmente proibida de “praticar qualquer ato institucional atentatório a dignidade do Professor Paulo Freire na condição de Patrono da Educação Brasileira". As informações são do jornal O Globo.

De acordo com um documento obtivo pelo jornal, a decisão se deu pelo seguinte motivo:

“O Presidente da República [Jair Bolsonaro] já defendeu, em seu plano de governo, ‘expurgar a filosofia freiriana das escolas’ e o mentor intelectual do presidente, o ideólogo de direita, Olavo de Carvalho, também ataca o legado de Freire”.

Na decisão, os juízes responsáveis pelo caso informaram que as “liberdades de expressão são garantidas”, no entanto, “não sem limites, notadamente as advindas do poder público”.

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