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Eduardo Bolsonaro afirma que “a História vai se repetir” se o Brasil for alvo de protestos como no Chile

"Se eles começarem a radicalizar do lado de lá, a gente vai ver a História se repetir. Aí é que eu quero ver como é que a banda vai tocar”, declarou

Fabio Previdelli Publicado em 30/10/2019, às 11h30

Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro - Getty Imagens

Líder do PSL na Câmara e filho de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro defendeu ontem, 29, o uso de repressão policial caso o Brasil siga o exemplo dos protestos que estão acontecendo no Chile, motivados por melhores condições sociais e contra o elevado custo de vida no país.

Eduardo acusou a esquerda de não ser democrática e disse que o país latino-americano é referência na área econômica. O deputado ainda elogiou a política do ditador Augusto Pinochet e disse que a história pode “se repetir” no Brasil — em referência indireta ao período da ditadura militar brasileira.

“Aqui, vige um Estado grande, onde essa galera (a esquerda) está doida para voltar ao poder para mamar de novo nas estatais. Para mamar de novo nos fundos de pensão. Então é isso o que está acontecendo no Brasil. Não vamos deixar isso daí (protestos no Chile) vir para cá. Se vier para cá, vai ter que se ver com a polícia. E se eles começarem a radicalizar do lado de lá, a gente vai ver a História se repetir. Aí é que eu quero ver como é que a banda vai tocar”.

O parlamentar aproveitou para elogiar as reformas realizadas pelo economista José Piñera durante a ditadura de Pinochet. O deputado disse que as mudanças colocaram o Chile “num círculo virtuoso que, até hoje, mesmo quando entra uma esquerdista como a [Michelle] Bachelet no poder, ela não consegue alterar”.

Depois do discurso do deputado, Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara, retrucou à fala de Eduardo. “Houve uma ameaça de golpe feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro. Golpista! Fascista!”.