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Egito: 22 acusados de extremismo são condenados à pena de morte

A sentença foi confirmada em um julgamento que incluía 118 acusados de associação com o líder extremista Hisham el Ashmawy

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 25/11/2021, às 13h43

Egípcios em protesto
Egípcios em protesto - Getty Images

A justiça do Egito condenou 22 extremistas à pena de morte durante a manhã desta quinta-feira, 25, sendo um deles ex-oficial de polícia, que teve participação em alguns dos 54 ataques causados pelo grupo, incluindo o assassinato de uma autoridade do serviço de inteligência. O grupo não tem direito a recurso por esgotar as apelações legais.

O grupo faz parte de uma parcela de 118 acusados, que também tiveram, em sua maioria, sentenças brandas, sendo condenados à prisão perpétua. Com exceção dos inocentados, todos possuíam relação com o líder extremista egípcio Hisham el Ashmawy, ex-oficial das Forças Especiais, executado em março de 2020 após confronto armado com autoridades.

Sendo um dos homens mais procurados do país em seus últimos 8 anos de vida, comandou o grupo extremista Ansar beit al Maqdes, sediado na península do Sinai, leste do país. Por lá, ocorre uma insurreição  que ganhou força após o golpe que destituiu o presidente islamita Mohamed Mursi, em 2013.

Na época, o cargo foi ocupado pelo ex-marechal Abdel Fattah al Sissi, eleito presidente em 2014. Desde então, a repressão da oposição islamita ou liberal cresce com associações terroristas, como informa o Correio Braziliense.