Notícias » Curiosidades

Em ato de desobediência civil, oposição armênia pede renúncia de primeiro-ministro do país

A manifestação organizada pelas forças opositoras ao governo bloquearam às ruas da capital da Armênia em repúdio a um acordo de Nikol Pachinián com o Azerbaijão

Redação Publicado em 08/12/2020, às 11h59

Centenas de pessoas foram às ruas em manifestação contra o primeiro-ministro Nikol Pachinián, na capital da Armênia
Centenas de pessoas foram às ruas em manifestação contra o primeiro-ministro Nikol Pachinián, na capital da Armênia - Divulgação / Twitter

Nesta terça-feira, 8, líderes da oposição armênia bloquearam e simpatizantes bloquearam às ruas de Yrevan lançando uma nova campanha de "desobediência civil", com o objetivo de lutar pela renúncia do primeiro-ministro do país Nikol Pachinián, após as derrotas nos conflitos em Nagorno Karabakh, que acabou em um acordo de cessar-fogo com o Azerbaijão.

Os manifestantes saíram às ruas exigindo uma "Armênia sem Nikol!". Aos gritos de "traidor", organizaram um bloqueio da rua, impedindo a circulação de veículos. O metrô da cidade também foi alvo do protesto, sendo paralisado pela atividade dos manifestantes. 

O ato, apesar de pacífico, instalou um caos na capital, resultou na prisão de dezenas de participantes, de acordo com a AFP. Não houve, no entanto, mortos ou feridos graves.

Além da revolta popular e da oposição, Pachinián agora também recebe uma pressão a respeito de sua renúncia, vinda diretamente da influente primazia da Igreja apostólica armênia.

Nesse caso, o Catolicos Guaregin II pediu, ainda nesta terça-feira, 8, que o primeiro-ministro renuncie para "evitar acontecimentos trágicos" em referência as "tensões crescentes na sociedade".

Na semana passada, o político recebeu um prazo para renúncia até segunda-feira, 7, da qual não cumpriu. O prazo foi decidido por 17 partidos da oposição, que também propuseram o nome de Vazguen Manukián para substituir o primeiro-ministro.

Nikol Pachinián tem 45 anos e assumiu o poder da Armênia em 2018, em um processo revolução pacífica, onde se apresentava como um candidato reformador.

As críticas ao seu governo aumentaram após derrota das forças armênias contra as azerbaijanas na zona de conflito de Nagorno Karabakh, que acabou com acordo que concedeu os territórios em combate ao Azerbaijão.