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Em comunicado oficial, Fiocruz informa que vacina de Oxford no Brasil irá atrasar

De acordo com a fundação, a entrega que deveria ser feita em fevereiro teve uma mudança no cronograma

Penélope Coelho Publicado em 20/01/2021, às 10h02

Imagem meramente ilustrativa de seringas hospitalares
Imagem meramente ilustrativa de seringas hospitalares - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações publicadas na noite da última terça-feira, 19, pelo portal de notícias G1, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) responsável pela produção da vacina de Oxford/AstraZeneca no Brasil, informou em ofício enviado ao Ministério Público Federal (MPF), que a entrega no país irá atrasar.

Segundo o comunicado, a distribuição da vacina contra a Covid-19 deveria acontecer em fevereiro, mas, agora tem previsão de entrega somente para março. A Fiocruz justificou o atraso na produção do imunizante no Brasil, pelo fato de não ter recebido um dos insumos necessários para fabricação.

A Fundação Oswaldo Cruz afirmou que o insumo que está faltando é um ingrediente farmacêutico ativo (IFA), pelo qual a AstraZeneca é responsável. A instituição revela que o produto vem da China, mas, ainda não tem data para chegar ao Brasil. A previsão anterior era de que a substância estaria em solo brasileiro ainda em janeiro.

Apesar do contratempo, em nota, a Fiocruz reiterou o compromisso de entrega das vacinas no país: “Embora ainda dentro do prazo contratual em janeiro, a não confirmação até a presente data de envio do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) poderá ter impacto sobre o cronograma de produção [...] a Fiocruz segue com o compromisso de entregar 50 milhões de doses até abril deste ano, 100,4 milhões até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre, totalizando 210,4 milhões de vacinas em 2021".