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Em entrevista, comandante do talibã declara: 'Não haverá democracia, a lei é a sharia e é isso'

Conforme Waheedullah Hashimi não existe a possibilidade do Afeganistão adotar um sistema democrático

Redação Publicado em 19/08/2021, às 10h40

Membros do talibã no palácio presidencial de Cabul
Membros do talibã no palácio presidencial de Cabul - Divulgação/Twitter/@AJEnglish

Um dos principais comandantes do Talibã, Waheedullah Hashimi, declarou nesta quinta-feira, 19, que o Afeganistão será submetido à lei da sharia, assim como ocorreu entre 1996 e 2001, período em que o país esteve sob comando do grupo fundamentalista. As informações são do G1.

De acordo com o comandante, não há a possibilidade do país adotar um sistema democrático. Assim, os afegãos serão governados por um conselho que deverá comandar o território com base na lei islâmica.

Na liderança, muito provavelmente estará o líder supremo do Talibã, Haibatullah Akhundzada, quem, segundo Hashimi terá um papel semelhante ao de um presidente.

“Não haverá nada como um sistema democrático porque isso não tem nenhuma base no nosso país, nós não vamos discutir qual será o tipo de sistema político que vamos aplicar no Afeganistão porque isso é claro: a lei é sharia, e é isso”, declarou Hashimi.

O Talibã interpreta a sharia da maneira mais literal e impõe regras que vão contra os direitos humanos, principalmente no que se refere às mulheres, impedindo-as até mesmo de sair de casa desacompanhadas de um familiar do sexo masculino.