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Em Hong Kong, entra em vigor lei de censura à filmes

A medida teria como objetivo proteger a segurança nacional do país

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/10/2021, às 19h57

Fotografia meramente ilustrativa
Fotografia meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ ballardinix

Em Hong Kong, o Conselho Legislativo aprovou uma lei que proíbe o lançamento de filmes considerados ameaça às diretrizes de segurança nacional da China. A punição prevista para aqueles que infringirem a medida será de sentenças de até três anos, e multas de até 130 mil dólares. 

Segundo repercutido pela BBC nesta quarta-feira, 27, uma das preocupações que vieram em reação à norma é que ela pode desestimular a indústria cinematográfica do país, uma vez que os envolvidos ficariam mais receosos. 

O texto que estabelece a censura às produções audiovisuais afirma que serão revogadas as licenças de todos os filmes que "endossam, apoiam, glorificam, encorajam e incitam atividades que podem colocar em risco a segurança nacional".

A Lei de Segurança Nacional

Em junho de 2020, foi aprovada em Hong Kong uma lei de segurança desenvolvida pelo governo chinês. É de relevância mencionar que a medida veio pouco tempo depois do país mergulhar em protestos que articulavam um movimento pró-democracia e contrário à autoridade chinesa. 

O artigo, todavia, tornou criminosos os atos de romper relações com a China, de reduzir sua autoridade sob o território e de colaborar com potências estrangeiras, entre outros. As informações foram documentadas por uma matéria de 2020 também da BBC. 

Desde então, o controle do Partido Comunista sob Hong Kong apenas aumentou. Nesse sentido, a nova regra relativa à indústria cinematográfica serve como uma extensão de um processo já em andamento.