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Em Israel, análise de naufrágio de 1.300 anos revela dados curiosos

Encontrado em 2015, a embarcação surpreendeu os pesquisadores envolvidos na descoberta

Caio Tortamano Publicado em 01/08/2020, às 13h06

Destroços de navio do século 8 contém diversos itens de distintas culturas
Destroços de navio do século 8 contém diversos itens de distintas culturas - Divulgação - Universidade de Haifa

Preservados pela areia e pelo sal da costa de Israel, uma embarcação que afundou cerca de 1.300 anos atrás foi redescoberta em 2015, sendo analisada pelo Instituto de Estudos Marítimos da Universidade de Haifa. Segundo o Jerusalem Post, só agora os primeiros resultados das análises foram divulgados pela instituição.

Apesar de não ter causado muito prejuízo na época, o naufrágio é uma fonte rica de informações acerca das populações da época. A embarcação apresentou em seus escombros a maior carga marítima de cerâmicas bizantinas e islâmicas já revelada  em Israel. Dois, dos seis tipos de vasos encontrados, porém, nunca haviam sido catalogados antes, tornando os destroços ainda mais valiosos.

Deborah Cvikel, arqueóloga da Universidade de Haifa, afirma que: "Não conseguimos determinar com certeza o que causou o naufrágio, mas acreditamos que provavelmente foi um erro de navegação. Estamos falando de uma embarcação incomumente grande, que foi cuidadosamente construída e está maravilhosamente conservada". 

Ela também discutiu sobre a tripulação: "Não sabemos se a tripulação era cristã ou muçulmana, mas encontramos vestígios de ambas as religiões".

Estudantes da universidade realizando buscas nos destroços do navio / Crédito: Divulgação - Universidade de Haifa

 

Diante da pandemia do coronavírus, as novas buscas no local do naufrágio foram temporariamente suspensas, mas devem voltar assim que possível. A próxima parte a ser explorada é a parte traseira da embarcação. Os pesquisadores também pretendem analisar com maior profundidade os ossos de animais encontrados e os utensílios de cozinha.