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Notícias / Estados Unidos

Em marco histórico, Ketanji Jackson se torna primeira mulher negra ministra nos EUA

Cerimônia de posse aconteceu na tarde desta quinta, 30

Isabelly de Lima, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 30/06/2022, às 14h48

Ketanji Jackson em aparição pública, junto ao presidente Joe Biden - Getty Images
Ketanji Jackson em aparição pública, junto ao presidente Joe Biden - Getty Images

Nesta quinta-feira, 30, a advogada e jurista Ketanji Brown Jackson se tornou a primeira mulher negra a ser empossada ministra da Suprema Corte dos Estados Unidos. A cerimônia de posse foi comandada pelo presidente da corte, ministro John Roberts, e pelo ministro Stephen Breyer, de quem Jackson assumirá o posto.

Depois de mais de 230 anos de história do tribunal, cerca de 115 ministros diferentes foram empossados. Em um outro fato inédito, a corte, que é composta por 9 ministros, terá 4 mulheres como titulares: além de Jackson, também há as ministras Amy Coney Barrett, Sonia Sotomayor e Elena Kagan.

Em fevereiro deste ano, Jackson foi indicada pelo atual presidente Joe Biden. A indicação fazia parte de sua promessa de campanha que seria indicar a primeira mulher negra da história da Suprema Corte. A então ministra foi aprovada no Senado americano em abril, por 53 votos a 47.

Demorou 232 anos e 115 nomeações anteriores para uma mulher negra ser selecionada para servir na Suprema Corte dos Estados Unidos, mas conseguimos! Conseguimos — todos nós”, disse Jackson no dia seguinte à votação no Senado.

A nova ministra

Jackson foi nomeada para assumir o assento do ministro Breyer, que se aposentou apenas no final de junho — por tal razão a ministra só foi empossada hoje. Breyer foi indicado pelo então-presidente Bill Clinton, em 1994, e se aposentou aos 83 anos, de forma voluntária, pois nos EUA não há idade de aposentadoria compulsória.

A nova ministra é graduada da faculdade de direito de Harvard, em 1996, e trabalhou no gabinete de Breyer no Supremo, se tornando a favorita a assumir o assento dele. A entrada dela não irá alterar o desequilíbrio a favor dos conservadores na corte, que ainda são 5 contra 3.