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Notícias / China

Em meio à invasão russa na Ucrânia, postura da China é criticada

O país asiático evita se posicionar contra a Rússia, embaixador chinês pede apenas ‘cautela’; entenda

Penélope Coelho Publicado em 24/02/2022, às 11h33

Putin à frente da bandeira chinesa - Getty Images
Putin à frente da bandeira chinesa - Getty Images

Após os militares russos avançarem com suas tropas e iniciarem bombardeios em solo ucraniano, na madrugada desta quinta-feira, 24, a postura da China em relação ao assunto vem sendo questionada.

Sabe-se que o país asiático é aliado estratégico do governo de Vladimir Putin, desde o início das ações militares, a China não se opôs à Rússia, em meio à crise na Ucrânia.

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias IG, nesta quinta-feira, 24, em pronunciamento oficial, o embaixador chinês Zhang Jung, pediu apenas ‘cautela’ aos envolvidos no conflito.

"A situação em Ucrânia está num momento crítico e a China está muito preocupada. Todas as partes devem exercitar cautela e evitar uma escalada maior de tensões. Acreditamos que a porta de uma solução pacífica não está fechada", pontuou Jung.

Antes da invasão russa, o presidente da China, Xi Jinping, havia apoiado a Rússia, quando Putin deu um ultimado ao Ocidente para que sue exigência fosse ouvida, o país se opõe a possível entrada da Ucrânia para a Otan.

Segundo especialistas, a atual postura da China pode gerar problemas econômicos ao país, já que a nação tem interconexões com mercados e empresas de países que se posicionaram contra a Rússia, como os Estados Unidos.


Invasão na Ucrânia

Após semanas de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin iniciou o que chamou de 'operação militar especial' da Rússia na Ucrânia, como repercutiu a Fox News nesta quinta-feira, 24. 

De acordo com o veículo internacional, através de um pronunciamento, o presidente da Rússia disse que o confronto com as forças ucranianas é 'inevitável'. 

Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças (ucranianas) é inevitável". 

'Consequências'

Putin, que descreve a ação como uma resposta a supostas 'ameaças da Ucrânia', mandou recado para nações que tentarem intervir na 'operação'.

"(...) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história", disse ele.

Segundo levantamento preliminar da Polícia Nacional e o Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia, até o momento, ao menos 63 pessoas morreram, entre civis e militares, após a invasão. Além do mais, ao menos 20 militares foram feridos nas cidades Nikolaev, Berdyansk, Skadovsk, Myrhorod e Odessa.