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Em pedido de desculpas, Farc afirma que sequestro foi um "grave erro"

O antigo grupo de guerrilha da América do Sul hoje responde por mais de 20 mil sequestros

Redação Publicado em 15/09/2020, às 09h33

Membros da Farc em 2002
Membros da Farc em 2002 - Getty Images

Responsável por episódios brutais na Colômbia, a FARC reconheceu ontem, 14, a gravidade dos sequestros causados pela guerrilha ao longo da história. Com um pedido de perdão público, a antiga organização e atual partido político afirmou sentir arrependimento pela “humilhação” causada. As informações são da AFP, via UOL.

"O sequestro foi um grave erro do qual não podemos fazer nada além de nos arrepender", afirmou a direção da FARC em comunicado. "Este lastro hoje pesa na consciência e no coração de cada uma e cada um de nós”.

A antiga guerrilha também reconhece que os episódios envolvendo sequestros acabou ferindo a credibilidade do “movimento”, que hoje é investigada por mais de 20 mil sequestros. Um dos casos mais famosos, envolvendo Andrés Felipe Pérez, foi citado na mensagem do partido ao citar a dor causada a “tantas famílias”.

Durante o episódio, um menino de 12 anos sofria com câncer enquanto o pai, policial, estava sob controle da FARC. Em seguida, ele acabou assassinado em cativeiro. “Sentimos como uma facada no coração a vergonha que nos produz não ter escutado o clamor de Andrés Felipe Pérez. Não podemos devolver o tempo perdido para evitar a dor e as humilhações que causamos a todos os sequestrados".

Sobre a FARC

Atentados com carros-bomba a alvos civis que voam pelos ares. Sequestros de jornalistas, políticos e empresários. Ônibus explodem na esquina e deixam dezenas de mortos, mutilados e feridos. Acordos de cessar-fogo desrespeitados.

Na vizinha Colômbia, a História da nação contou com episódios envolvendo sangue e assassinatos, cometidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a organização formada por antigos guerrilheiros bem armados e escondidos na selva.

O grupo chegou a dominar parte do território colombiano, e aterrorizava as principais cidades do país e vilas no interior. O governo e o exército da Colômbia não conseguiam conter a violência da organização, que fora sustentada ainda pelo narcotráfico.