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Em rede social, ministro Weintraub volta a atacar Paulo Freire e insistir na existência do kit gay

O anúncio em defesa do novo material de alfabetização do secretário Carlos Nadalim foi usado pelo ministro de Bolsonaro para promover ódio ao Patrono da Educação

André Nogueira Publicado em 05/03/2020, às 13h00

Weintraub e Freire, diametralmente opostos
Weintraub e Freire, diametralmente opostos - Wikimedia Commons

Mais uma vez, o Ministro da Educação Abraham Weintraub atacou o Patrono da pasta, Paulo Freire, em sua conta oficial no Twitter. No caso, o membro do governo o citou em conjunto com a famosa afke news do kit gay — alegação falsa de políticos como Bolsonaro e Feliciano de suposta cartilha escolar promotora da homossexualidade — durante anúncio do novo material de ensino da Secretaria de Alfabetização.

Na rede social, Weintraub escreveu: "Paulo Freire e kit gay não têm vez no MEC do Pres. Jair Bolsonaro. Vejam uma amostra do formato/conteúdo do material que o professor Carlos Nadalim preparou para as crianças. Querem saber mais? Sigam o prof. Carlos Nadalim, o novo rosto (e o primeiro sorriso) do ensino no Brasil".

Fala do ministro, que é economista, faz referência à narrativa conservadora atual, que acusa os governos petistas anteriores de aparelhamento da educação em nome um suposto programa doutrinário esquerdista e, em seus termos, “gayzista”.

Porém, tanto a mentira comprovada da cartilha ensinando sexo às crianças, que nunca foi distribuída pelo MEC, quanto a ideia de que Freire é a origem de nosso déficit na Educação, são desprovados no exterior, onde o pedagogo pernambucano tem grande prestígio.