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Em São Paulo, 4,3 milhões ainda não tomaram a 2ª dose contra a Covid-19

Em entrevista recente, o secretário de Saúde do estado alertou: "Estamos vacinando muito, mas precisamos vacinar mais"

Pamela Malva Publicado em 29/11/2021, às 18h00

Fotografia do secretário Jean Gorinchteyn
Fotografia do secretário Jean Gorinchteyn - Divulgação/ Flickr/ Governo do Estado de São Paulo

Nesta segunda-feira, 29, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, revelou, em entrevista à CNN Brasil, que os números da imunização no estado são preocupantes. Acontece que cerca de 4,3 milhões de paulistas ainda não se apresentaram para receber a segunda dose da vacina contra o Coronavírus.

"Nós chegamos aqui no estado de São Paulo a 75% da imunização completa de todas as faixas etárias. Mas temos 4,3 milhões de pessoas ainda faltosas”, explicou o secretário. “Especialmente um público na faixa de 12 a 29 anos, que é exatamente o público que sai, que vai para as festas, vai para a balada e faz circular os vírus."

Nós temos que entender que o Réveillon já está nas nossas portas e que nós precisamos vacinar. Estamos vacinando muito, mas precisamos vacinar mais”, narrou Gorinchteyn.

Ainda sobre as festas de fim de ano, especialmente o Réveillon, o secretário pontuou que as prefeituras do estado devem se atentar aos casos de Coronavírus em suas respectivas regiões para, apenas então, definir se irão permitir eventos de comemoração.

"Seguramente nos precisamos uma robustez ainda maior no percentual de imunização e imaginando que as prefeituras, apesar de terem a autonomia [de definir a] realização do Réveillon, precisam estar muito atentas porque isso é um momento de aglomeração entre as pessoas e que a observância as regras sanitárias de uso de máscara nem sempre acaba acontecendo”, pontuou Gorinchteyn.

Nesse sentido, apesar do governo respeitar a autonomia dos municípios na decisão sobre as festas de fim de ano, o secretário pontuou que é necessário ter ainda mais cuidado nesse momento, devido à variante ômicron da covid-19 — que tem preocupado cientistas após ser descoberta na África do Sul e identificada em outros 15 países.

“Acho que vale a pena uma medida bem austera das prefeituras em reavaliar, ao menos neste momento, o Réveillon independente de termos ou não cepas mutantes ou geneticamente modificadas”, explicou Gorinchteyn, ainda em entrevista à CNN Brasil. "Então, a atenção é para a presença da covid-19 no nosso meio.”

Por fim, embora tenha comentado o caso da variante ômicron, o secretário narrou que o estado não tem "nenhum intuito de não retirar a máscara no dia 11 de dezembro para os ambientes externos salvo se houver alguma alteração no ponto de vista epidemiológico".