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Em segundo dia de julgamento, Trump é acusado de ter sido ‘comandante-chefe’ da invasão ao Capitólio

Apesar das acusações, é pouco provável que o ex-presidente dos EUA seja condenado em impeachment

Redação Publicado em 11/02/2021, às 09h15

O ex-presidente americano Donald Trump
O ex-presidente americano Donald Trump - Getty Images

De acordo com informações da BBC publicadas na manhã de hoje, 11, pelo UOL, o segundo dia de julgamento de impeachment de Donald Trump — que ocorreu na última quarta-feira, 10 — foi marcado pela declaração formal da acusação de que o homem teria sido o ‘comandante-chefe’ da invasão ao prédio do Capitólio, em Washington, no dia 6 de janeiro.

Sabe-se que as confusões causadas por apoiadores do republicano resultaram na morte de cinco pessoas. Na acusação, os opositores democratas usaram de recursos cronológicos para fazerem uma espécie de ‘reconstituição’ do episódio. Os acusadores alegaram que o desfecho da invasão era ‘previsível’.

“O presidente dos Estados Unidos incitou isso, porque ele estava orquestrando isso, porque ele os estava convidando, os insurgentes não hesitaram em seu planejamento. Eles acreditaram que estavam seguindo as ordens do comandante-chefe", afirmou Stacey Plaskett, delegada legislativa da acusação.

Além disso, os democratas também afirmaram que as alegações sem provas feitas por Trump, de que as eleições presidenciais haviam sido fraudadas também ajudaram a aumentar o clima de tensão no país.

O julgamento para analisar a constitucionalidade dos atos cometidos por Trump, quando ele ainda estava no comando dos EUA, foi considerado legal pela maioria no Senado. Contudo, apesar da tentativa opositora, é improvável que o político seja condenado.

Já que para tal seriam necessários 67 dos 100 votos contra o ex-presidente, e os democratas contam somente com 50 cadeiras. Um possível convencimento para o apoio de pelo menos 17 republicanos para uma condenação é quase nulo.

Sobre Donald Trump

Donald Trump nasceu e cresceu no Queens, entre seus quatro irmãos. Seu pai, Fred, é descendente de imigrantes alemães, enquanto sua mãe, Mary Anne, migrou da Escócia em 1930. Na faculdade, recebeu o diploma de bacharelado em economia, pela Wharton University of Pennsylvania, em 1968.

Aos 25 anos, recebeu a empresa de imóveis e construção de seu pai. À frente da Trump Organization, Donald recebeu o título de magnata. Em 2015, anunciou sua nomeação para a presidência dos EUA pelo Partido Republicano.

Durante sua campanha, Trump usou de discursos de cunho populista e anti-imigração, sempre lembrando seu lema: “Make America great again”. Em 2016, o republicano derrotou a democrata Hillary Clinton e se tornou o 45º Presidente dos Estados Unidos. Aos 70 anos, ele foi a pessoa mais velha a assumir o cargo.