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Embaixada dos EUA alega que região portuária de Beirute está afetada por gases tóxicos

O governo do Líbano reconhece a liberação do material prejudicial e repete orientação contra a covid-19 — moradores em casa e locomoção com máscara

Giovanna de Matteo Publicado em 05/08/2020, às 08h40

Capital libanesa destruída após a explosão na região portuária
Capital libanesa destruída após a explosão na região portuária - Wikimedia Commons

A Embaixada dos Estados Unidos em Beirute alega uma liberação de gases tóxicos após a explosão que desolou a área portuária da cidade. A orientação dada pela embaixada é que as moradores da região se mantenham em casa como fizeram durante a quarentena e usem máscaras para conter contaminação, tanto pelos gases, quanto pelo covid-19, visto que os hospitais estão lotados após o ocorrido. 

O Chefe de Segurança Interna, Abbas Ibrahim, após uma reunião do Conselho de Defesa do Líbano, anunciou que toneladas de nitrato de amônio estavam saindo do porto de Beirute rumo a África quando se ouviu a explosão.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, também se manifestou; com pesar, declarou ser intolerável a exorbitância de nitrato de amônio que estava sendo guardada no armazém atingido e comprometeu-se com "punições severas" aos responsáveis, que não garantiram as medidas de segurança corretas de armazenamento desse material.

Em entrevista à Reuters, o presidente também anunciou que nas próximas duas semanas deve ocorrer Estado de Emergência na cidade de Beirute.