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Notícias / Guerra da Ucrânia

Embaixador russo nega acusações de crimes de guerra: 'Não há corpos nas ruas'

Andrei Kelin, embaixador da Rússia, alega que provas de crimes de guerra foram inventadas

Éric Moreira Publicado em 30/05/2022, às 19h40

Andrei Kelin em entrevista para a BBC News do Reino Unido - Divulgação/YouTube/BBC News
Andrei Kelin em entrevista para a BBC News do Reino Unido - Divulgação/YouTube/BBC News

Diversos moradores da cidade de Bucha, cidade ucraniana próxima a Kiev, acusaram a Rússia de assassinar civis durante a invasão do território. O atentato a civis é considerado uma violação aos direitos humanos, sendo assim, um crime de guerra.

Andrei Kelin, embaixador da Rússia no Reino Unido, alegou em entrevista para a BBC que as acusações de crimes de guerra por parte da Rússia são forjadas. Segundo ele, "o prefeito de Bucha em sua declaração inicial confirmou que as tropas russas foram embora, tudo está limpo e calmo, a cidade em estado normal. Nada está acontecendo, não há corpos nas ruas". A entrevista aconteceu no programa 'Sunday Morning', neste domingo, 29.

A ocupação russa à região tinha como objetivo cercar a capital da Ucrânia, Kiev, e durou um mês. No entanto, após este tempo e falhado no objetivo, as tropas recuaram, o que implicou em um resultado de centenas de mortes. A Rússia, por sua vez, se recusa constantemente a assumir os crimes, alegando que os assassinatos, desaparecimentos e saques são fraudes, segundo a CNN Brasil.

A nosso ver, é uma invenção. É usado apenas para interromper as negociações", disse Andrei Kelin, quando questionado se as provas eram reais ou não. "Posso garantir que não é nossa ideia matar civis."
Andrei Kelin em entrevista à BBC no 'Sunday Morning'
Andrei Kelin em entrevista à BBC no 'Sunday Morning' / Divulgação/YouTube/BBC News

Armas nucleares?

Kelin ainda disse durante a entrevista que a Rússia não planeja fazer uso de armas nucleares durante a invasão ao território ucraniano. Segundo ele, essas armas são usadas "principalmente quando a existência do Estado está em perigo". Ainda acrescentou que os militares russos estavam somente visando "diminuis as capacidades [militares] ucranianas."