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Notícias / China

Maconha era usada na China há 2.500 anos

Arqueólogos encontraram vestígios de THC em braseiros de um sítio chinês. É a evidência mais antiga do uso recreativo da planta

André Nogueira Publicado em 13/06/2019, às 08h00

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Braseiro - Divulgação
Braseiro - Divulgação

Arqueólogos encontraram provas do uso do cigarro de maconha em tempos muito anteriores aos nossos. Foram desenterrados 10 queimadores de incenso ao lado do enterramento de 8 corpos humanos no cemitério Jirzankal, na China, com braseiros que continham altos níveis de THC, substância canábica. A nova descoberta aponta o uso da planta pelas propriedades psicoativas há, pelo menos, 2.500 anos.

Já era de conhecimento dos pesquisadores o cultivo da cannabis na China desde 3.500 a.C., mas até onde se sabia, eram cultivadas culturas fibrosas, com pouco poder psicoativo e útil para a produção de papéis e placas.

O uso recreativo é completamente diferente da planta em si. A cannabis encontrada nos braseiros aponta para esse uso: existe a seleção intencional de uma variedade da maconha com alta capacidade psicoativa.

O sítio em que a descoberta foi realizada – Cemitério Jirzankal – é escavado desde 2013 por arqueólogos chineses. Na determinação do produto contido nos objetos, foi feita uma análise por cromatografia gasosa, que destacou a presença de biomarcadores como CBN, CBD e CBL (canabinóides), que apontam a presença do THC, que pouco se conserva.

Enterramento com braseiros / Crédito: Divulgação

Um tema que instiga os pesquisadores envolve a origem dos psicoativos da planta utilizada. A cannabis silvestre possui baixos níveis de THC. Então de onde viria o elemento da variedade fumada pelos chineses?

Alguns pesquisadores indicam que os chineses poderiam ter encontrado uma variedade natural específica com muitos canabinoides e a partir dela, criado plantações.

Outra hipótese levanta o fato de que, o caso recém-descoberto, trata-se de um topo de montanha a mais de 3000 metros acima do nível do mar.

Nesse ambiente, é possível que as plantas de maconha – que exige calor e umidade - tenham sido obrigadas a lidar com uma série de fatores que tenham estimulado o desenvolvimento das propriedades psicoativas nas estruturas centrais e, principalmente, nas flores da planta. Isso explicaria os altos índices de THC nas amostras chinesas.