Notícias » Brasil

Enfermeiro que divulgava 'tratamento' e crítico da vacina, morre de Covid 19

Anthony Ferrari Penza era conhecido por divulgar informações falsas sobre a doença nas redes sociais

Redação Publicado em 20/04/2021, às 11h25

Foto postada por Anthony em suas redes sociais
Foto postada por Anthony em suas redes sociais - Reprodução/Facebook/Anthony Ferrari

Segundo informações do UOL, o enfermeiro Anthony Ferrari, de 45 anos, faleceu nesta segunda-feira no Hospital São José, em Duque de Caxias (RJ), por complicações da covid 19.

Anthony era um grande porta voz na dispersão de notícias falsas sobre o novo coronavírus e seus 'tratamentos'. 

A secretaria de comunicação da cidade, localizada na Baixada Fluminense, informou que ele chegou ao hospital com 75% do pulmão afetado, no dia 15, após ser transferido de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Cabo Frio. No dia 16, Penza foi entubado e aguentou até a noite de ontem (19), às 22h30. 

Sua esposa, Natalia Comam Ferrari, lamentou sua morte nas redes sociais: "Hoje Deus levou o amor da minha vida, o que ficou foi uma grande dor e saudade dessa pessoa que tanto lutou pelo próximo. Seus feitos vão ficar para sempre e tenho certeza que o céu está em festa."

Anthony e as Fake News

Em uma transmissão ao vivo no seu Facebook, em dezembro do ano passado, Penza disse que o médico João Pedro Rodrigues Feitosa, voluntário da vacina de Oxford, morreu ‘vítima da vacina’.

No entanto, seu atestado de óbito diz que foi decorrente de uma pneumonia viral causada pela doença — o Comprova desmentiu o enfermeiro e suas informações erradas.

Além disso, segundo a reportagem, ele disse que vacina poderia causar Alzheimer e fibromialgia, que causa dor e fadiga, sendo desmentido pelo pesquisador Rafael Dhália, da Fiocruz, por não existirem indícios científicos indicando que a vacina e os adjuvantes causem as doenças.

Anthony voltou a tentar provar que eram causadas as doenças, mas ao ser pedido pelo Comprova para que enviasse os artigos científicos mostrando os fatos, o enfermeiro deixou de responder. 

Nos últimos meses, dizia em seus vídeos que não iria ser vacinado por causa do imediatismo em que foi desenvolvido o imunizante, defendendo o uso da ivermectina para combater a doença. O uso deste medicamento foi descartado pela OMS, por não haver comprovação científica. 

Também disse que estados e municípios estavam escondendo leitos da população, sem apresentar provas, aproveitando para criticar o governador de São Paulo, João Doria, do PSDB, que é divergente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Consequentemente, seu registro profissional foi cassado pelo Coren-RJ (Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro) por um processo ético.