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Enquanto Brasil conta com consciência da população, restante da América Latina intensifica medidas contra coronavírus

Os países latinos tem adotado toque de recolher, lei seca e até fechamento de fronteira

Ingredi Brunato Publicado em 23/12/2020, às 07h30

Imagem ilustrativa de um teste positivo para coronavírus
Imagem ilustrativa de um teste positivo para coronavírus - Divulgação/Pixabay

Países da América Latina têm fortalecido suas restrições que tem como objetivo conter o número de infecções pelo novo coronavírus, especialmente após a notícia de uma possível nova cepa do vírus ter sido encontrada na Inglaterra

Agindo contra a corrente, porém, o Brasil até possui recomendações para um Natal mais cuidadoso, no entanto, sem o mesmo rigor dos governos vizinhos. Toque de recolher, saídas para compras em dias alternados, lei seca e até fechamento de fronteira são apenas algumas das estratégias utilizadas pelas nações latinas. 

Medidas direcionadas para voos vindos do Reino Unido também foram adotadas, o que está em conformidade com o cenário internacional, em que um total de 40 países fecharam seus territórios para cidadãos vindos da Grã-Bretanha. Nos aeroportos brasileiros, por sua vez, os procedimentos seguem como antes. 

Em São Paulo, por exemplo, região com maior número de casos do país, as recomendações continuam sendo as mesmas, com as autoridades contando com a consciência da população. 

Segundo divulgado pelo UOL, o secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, disse que: “A pandemia continua com força total. Antes dizíamos: 'fique em casa'. Agora, dizemos para tentar ficar em casa e, se for necessário sair, saia com responsabilidade".

Sobre coronavírus no Brasil

Uma pesquisa divulgada em 18 de novembro por Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, apontou que os dados epidemiológicos da covid-19 no Brasil apontam que o acréscimo de casos em outubro e novembro indicam que o país passa por uma segunda onda de contaminação.

Na ocasião, o pesquisador explicou que o acréscimo será "mais parecido com o dos EUA do que com o da Europa, porque a Europa conseguiu controlar de verdade a transmissão, que voltou com força depois do verão, quando as pessoas foram viajar e trouxeram novas cepas do vírus para casa".