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Entidade judaica elogia visita de papa Francisco a sobrevivente do Holocausto

De acordo com a instituição, a atitude do líder da igreja católica é ‘um exemplo a ser seguido’

Penélope Coelho Publicado em 22/02/2021, às 09h56

Papa e Edith Bruck
Papa e Edith Bruck - Divulgação/Vaticano

De acordo com informações da agência de notícias AFP, publicadas no último domingo, 21, pelo UOL, o Congresso Judaico Mundial (CJM) se manifestou positivamente sobre a visita de papa Francisco a Edith Bruck, uma sobrevivente do Holocausto.

No sábado, 20, o líder católico se reuniu com a poetiza de origem húngara e naturalizada italiana. O santo padre foi até a casa da mulher, em Roma e ficou no local por cerca de uma hora. Na ocasião, os dois conversaram sobre o ‘valor da memória e o papel dos mais velhos em cultivá-la e transmiti-la aos mais jovens’, como revelou o Vaticano.

Ao saber do ocorrido, a CJM elogiou a atitude deFrancisco. Em nota, o presidente da instituição judaica, Ronald Lauder, afirmou: "Enquanto o neonazismo, o antissemitismo e outras formas de racismo voltam a surgir em muitos lugares do mundo, a integridade moral e o senso da História do papa Francisco são um exemplo a ser seguido pelos outros líderes políticos e religiosos”.

Sabe-se que Edith, de 88 anos de idade, vivenciou os horrores da Segunda Guerra Mundial no campo de concentração nazista de Bergen-Belsen. Ao sobreviver à tragédia, a mulher decidiu usar a triste experiência para contar ao mundo o que passou, a fim de que a história nunca mais se repita.