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Envolvidos na morte de João Alberto no Carrefour responderão por homicídio triplamente qualificado

João Alberto morreu durante uma imobilização numa unidade do hipermercado em Porto Alegre

Wallacy Ferrari Publicado em 19/12/2020, às 11h40

João Alberto em foto pessoal (esq.) e durante espancamento (dir.)
João Alberto em foto pessoal (esq.) e durante espancamento (dir.) - Divulgação

Os seis envolvidos na morte de João Alberto Silveira Freitas durante uma imobilização em uma unidade do hipermercado Carrefour em Porto Alegre, no dia 19 de novembro, se tornaram réus na última sexta-feira, 18, após decisão do Tribunal de Justiça. Juntos, eles responderão por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual.

Os seguranças Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Rodriguez continuarão presos, porém, Adriana Alves Dutra, fiscal da loja que acompanhou o espancamento sem interromper as agressões, teve o pedido de prisão convertido para regime domiciliar, visto que o advogado que representa a mulher, Pedro Catão, apresentou laudos que comprovam problemas de saúde.

A tripla qualificação do homicídio foi atribuída pelo motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

De acordo com a juíza da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre, Cristiane Busatto Zardo, os outros três dos seis envolvidos tiveram menor participação no crime e, por isso, não devem ser presos preventivamente durante o processo criminal, como informou o G1.

"Os três réus denunciados por participação preenchem os requisitos subjetivos para responderem ao feito em liberdade. Não têm qualquer antecedente criminal, possuem emprego e residência fixos. Não representam risco à instrução criminal e nem demonstram risco de se evadirem ao processo, ao menos, não até agora", alegou a juíza ao negar a solicitação da Polícia Civil e Ministério Público.