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Eric Clapton relaciona vacina com ‘hipnose em massa’

O músico fez outra declaração negacionista sobre a imunização contra a Covid-19, sem comprovação científica

Isabela Barreiros Publicado em 25/01/2022, às 08h45

O músico Eric Clapton
O músico Eric Clapton - Getty Images

O músico Eric Clapton, conhecido por seus posicionamentos negacionistas, voltou a repercutir uma fake news antivacina ao afirmar que os imunizantes fariam com que pessoas ficassem sob o efeito de uma “hipnose / psicose de formação em massa".

A declaração foi feita na última sexta-feira, 21, durante uma entrevista com Dave Spuria para o canal do Youtube "The real Music Observer", que foi repercutida pelo jornal britânico Daily Mail.

"Seja qual for o memorando, não chegou até mim. Então comecei a perceber que havia realmente um memorando, e um cara, Mattias Desmet [professor de psicologia clínica na Universidade de Ghent, na Bélgica], falou sobre isso. E é ótimo. A teoria da hipnose de formação de massa. E eu pude ver isso então. Assim que comecei a procurar, vi em todos os lugares", disse.

"Então me lembrei de ver pequenas coisas no Youtube que eram como publicidade subliminar. Já estava acontecendo há muito tempo: aquela coisa de 'você não terá nada e será feliz'. 'E eu pensei: 'O que isso significa? E, pouco a pouco, montei uma espécie de quebra-cabeça. E isso me deixou ainda mais resoluto", afirmou.

A teoria de que pode acontecer uma “hipnose de massa” em quem foi vacinado contra o novo coronavírus e de que existam mensagens subliminares na publicidade para que as pessoas recebam imunizantes é desacreditada pela ciência. O termo não é sequer reconhecido entre pesquisadores da área da psicologia.

Ouvido pela agência de notícias Reuters, o professor Chris Cocking, da Universidade de Brighton, no Reino Unido, afirmou que não existem evidências para o “fenômeno” apontado por Clapton e outros negacionistas.

“A ideia de que as multidões estão sob uma psicose em massa, o que significa que elas não são mais responsáveis por suas ações, é um mito total que não é apoiado por nenhuma evidência confiável”, explicou.