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Erro foi cometido durante julgamento de Elize Matsunaga, diz advogado

Em entrevista, Luciano Santoro afirmou que, se o equívoco fosse corrigido, o caso "deixaria de ser homicídio qualificado"

Pamela Malva Publicado em 18/08/2021, às 13h00

Elize Matsunaga em série documental
Elize Matsunaga em série documental - Divulgação/ Netflix

Em dezembro de 2016, Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato de seu marido, Marcos Matsunaga. Em entrevista ao podcast Achismos, contudo, o advogado da acusada, Luciano Santoro, afirmou que um erro foi cometido durante o julgamento da mulher — o que teria agravado ainda mais a sua sentença.

Um jurado errou o voto e depois me contou. Foi na hora de votar o privilégio. Se ela tivesse assassinado depois de uma injusta provocação da vítima não é legítima defesa, é privilégio. Ela teria diminuição de pena", explicou o advogado de defesa.

"Ele colocou voto errado na urna, no meio da sala secreta, ele falou alguma coisa, a júri olhou e seguiu o jogo. Ele já tinha colocado o voto, não pediu para cancelar”, narrou. A revelação foi feita durante conversa com Maurício Meirelles, apresentador do podcast. 

“Depois ele veio contar para a gente que ele queria ter posto o voto favorável à defesa e ele colocou não", explicou o advogado. Acontece que, segundo Santoro, esse erro mudou completamente o rumo do julgamento e, dessa forma, a condenação de Elize.

Era para ter sido 4x3 [a questão do] privilégio”, lamentou. “Isso deixaria de ser homicídio qualificado, ela já estaria solta a não sei quanto tempo, teria diminuído a pena dela em até um terço.”

Frente ao dito erro pontuado por Santoro, o UOL entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo, a fim de esclarecer os fatos, e aguarda retorno. Elize, contudo, foi condenada por um dos três agravantes de homicídio que faziam parte da denúncia do MP: impossibilidade de defesa da vítima — além de destruição e ocultação de cadáver.