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Notícias / Ciência

Erupção do vulcão de Tonga provocou som mais alto escutado na Terra em 139 anos

O vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha'apai entrou em erupção em janeiro deste ano

Isabela Barreiros Publicado em 24/05/2022, às 13h57

Erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga, na ilha de Tonga - Divulgação/Visible Earth/NASA
Erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga, na ilha de Tonga - Divulgação/Visible Earth/NASA

Cientistas da Universidade da Califórnia afirmam que a erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga, na ilha de Tonga, que aconteceu em 15 de janeiro deste ano, foi responsável pelo som mais alto ouvido na Terra em 139 anos.

De acordo com o estudo, publicado no último dia 12 de maio no periódico científico Science Magazine, a explosão foi capaz de superar inclusive a erupção de outro vulcão. Em 1883, o som provocado pela atividade do Krakatoa, na Indonésia, era considerado o mais alto.

“Esse evento de ondas atmosféricas foi sem precedentes no registro geofísico moderno”, afirmou Robin Matoza, um dos especialistas do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia responsável pela pesquisa.

No artigo, os pesquisadores destacam como os sons provocados pela erupção do Hunga Tonga-Hunga em janeiro foram detectáveis por distâncias de mais de nove mil quilômetros de distância do local onde aconteceu, a exemplo do Alasca.

Não para por aí

No entanto, segundo um outro estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley e publicado na revista científica Geophysical Research Letters no último dia 10, a atividade do vulcão foi tamanha que chegou a ser sentida até no espaço.

Como reportou o jornal O Globo, fortes ventos foram formados na ionosfera do nosso planeta, situada a uma distância de 100 a mil quilômetros da superfície Terra, segundo foi possível constatar a partir de dados do satélite Ionospheric Connection Explorer (ICON), da Nasa.

“Acho que nenhum de nós esperava ver algo tão grande”, afirmou o físico Brian Harding, principal autor da pesquisa, ao portal Space.com. "Esperávamos que os distúrbios fossem pequenos, como pequenas ondulações que entraram na ionosfera."

Em nota, o líder de clima espacial da Divisão de Heliofísica da NASA, Jim Spann, disse: "Esses resultados são uma visão emocionante de como os eventos na Terra podem afetar o clima no espaço, além do espaço. clima afetando a Terra."