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Escola nigeriana fecha após escândalo de pornografia infantil

O episódio, que envolveu uma menina de 10 anos de idade, foi inicialmente encoberto pela instituição de ensino

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 19/04/2022, às 15h53

Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia
Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia - Divulgação/Pixabay

O governo estadual de Lagos, localizado na Nigéria, determinou recentemente o fechamento das sete unidades do conglomerado escolar Chrisland. A decisão aconteceu após uma das instituições de ensino ser palco de um escândalo sexual infantil que resultou na circulação de imagens na internet. 

Conforme repercutido pela BBC, o episódio envolveu cinco estudantes, quatro garotos de até 14 anos, e uma menina de 10 anos. O abuso se deu durante uma excursão escolar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde ocorriam os Jogos Internacionais Escolares. 

"Quando eu pedi para minha filha explicar o que aconteceu, ela disse que (...) um dos meninos implorou que ela emprestasse um carregador de celular. Mais tarde, depois do jantar, o menino ligou para o quarto dela, pedindo que ela viesse buscar o carregador", relatou a mãe da menina em um vídeo postado nas redes sociais. 

Depois que a pequena foi atraída para o quarto onde estavam os meninos, eles a teriam drogado e coagido a participar de atos sexuais que estavam sendo gravados. Posteriormente, as imagens de pornografia infantil foram postadas no Instagram e circularam entre os alunos.

A figura materna apenas ficou sabendo da situação um mês mais tarde, quando o pai de um dos estudantes lhe contou sobre a existência de um vídeo explícito.

A escola já estava ciente do ocorrido a esse ponto, porém, tinha tentado acobertar o abuso. "Minha filha estava sofrendo em silêncio e eu não sabia", revelou a mãe transtornada, segundo repercutido pelo portal Vanguard. 

"Eles levaram ela para fazer um teste de gravidez sem que nós soubéssemos, e depois mentiram para nós que a estavam levando para o teste de covid-19. E, para coroar tudo, porque começamos a confrontá-los, eles agora enviaram a ela uma carta de suspensão", denunciou ainda a mulher.

O caso está atualmente sob investigação das autoridades estaduais de Lagos, que, através de um comunicado, alertaram que "produzir, distribuir, receber ou possuir" conteúdos de pornografia infantil é crime, podendo render 14 anos de prisão.