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Notícias / Cultura

Escola Unidos de Padre Miguel vira patrimônio imaterial cultural do Rio

O projeto foi sancionado pelo governador Cláudio Castro, na última terça, 28

Isabelly de Lima, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 29/06/2022, às 15h30

Unidos de Padre Miguel em desfile, em 2022 - Divulgação / Youtube / Diogo Lima
Unidos de Padre Miguel em desfile, em 2022 - Divulgação / Youtube / Diogo Lima

O governador Cláudio Castro sancionou na última terça-feira, 28, a Lei 9737, que determina a escola Unidos de Padre Miguel como patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A lei exalta a relevância da agremiação para o samba e para a cultura do estado. O autor do projeto é o deputado estadual Coronel Jairo (SDD).

A escola, fundada em 12 de novembro de 1957, é famosa por seus enredos afros. A agremiação já contou na Marquês de Sapucaí a história de Iemanjá, Olokum, Xangô, Zumbi dos Palmares, Tia Ciata, São Jorge e Ogum, além da história da Capoeira.

Em 2017, a escola levou para a avenida da Sapucaí o enredo Ossain, que se tornou um dos mais belos desfiles do carnaval carioca, que acabou conquistando diversos prêmios. A Vermelha e Branca este ano apresentou o enredo Irôko.

O enredo de tempo

Este ano a escola se apresentou com o enredo do orixá do tempo e da ancestralidade. O carnavalesco Edson Pereira ressaltou que “Irôko tem uma importância, apesar de não ter sido difundido como orixá no Brasil, muito grande para a ancestralidade, para o conhecimento, muitos conhecem como tempo”, segundo o G1.

A Unidos de Padre Miguel inovou e criou a primeira bateria feminina do carnaval carioca. Idealizada por Vivian Pity e Mestre Dinho, da Bateria Guerreiros, a bateria formada somente por mulheres foi criada como uma forma de afirmação e empoderamento feminino, de acordo com informações do portal Carnavalesco.