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Escondido, Kim Jong-un estaria evitando o coronavírus, afirma político da Coreia do Sul

Para ministro Kim Yeon-chul, o sumiço do ditador pode ter uma relação com a pandemia de Covid-19

André Nogueira Publicado em 28/04/2020, às 10h30

Kim Jong-un
Kim Jong-un - Getty Images

De acordo com o Ministro da Integração da Coreia do Sul, Kim Yeon-chul, o ditador norte-coreano Kim Jong-un não teria comparecido as celebrações do dia Dia do Sol e estaria desaparecido nos últimos tempos por medo das infecções do novo coronavírus, não estando doente como muitos alegam.

Medidas tomadas pelo tirano seriam feitas com o objetivo de limitar um possível surto, que, de acordo com autoridades do país, não teriam atingido a Coreia do Norte.

"É verdade que ele nunca perdeu o aniversário do aniversário de Kim II Sung desde que assumiu o poder, mas muitos eventos de aniversário, incluindo celebrações e banquetes, foram cancelados por causa de preocupações com coronavírus", afirmou o ministro em uma audiência parlamentar.

Kim Jong-un / Crédito: Getty Images

 

A informação foi divulgada após Seul constatar que não apenas não foram relatados movimentos incomuns no país, o que indicaria a real morte de Kim, mas também que o país socialista impôs maior bloqueio nas fronteiras e aumentou medidas de quarentena, incluindo o cancelamento de grandes eventos. Além disso, a Coreia do Sul não apoia os rumores do estado crítico de saúde de Kim.

Dias atrás, um trem associado a Kim Jong-un foi captado por satélites ao entrar na cidade de Wonsan, ponto turístico da Coreia do Norte, reafirmando que o marechal está vivo.

"A presença do trem não prova o paradeiro do líder norte-coreano nem indica nada sobre sua saúde, mas dá peso aos relatórios de que Kim está em uma área de elite na costa leste do país", disse 38 North, agência de notícias sobre o país.