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Especialista da ONU revela aumento de ataques a albinos: "Maior parte das vítimas são crianças"

Ikponwosa Ero apontou que o triste dado é resultado de uma crença antiga

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 29/07/2021, às 16h01

Fotografia de Ikponwosa Ero em 2017
Fotografia de Ikponwosa Ero em 2017 - Wikimedia Commons/ ONU Brazil

A advogada Ikponwosa Ero, especialista independente das Nações Unidas nos direitos de albinos, relatou em um comunicado à imprensa divulgado na última quarta-feira, 28, que a morte de pessoas com a condição aumentou durante a pandemia de Covid-19

“Fiquei profundamente triste com o aumento notável de casos relatados de pessoas com albinismo sendo mortas ou atacadas devido à crença errônea de que usar partes de seus corpos em poções ‘mágicas’ pode trazer sorte e riqueza”, disse a profissional, conforme repercutido pelo UOL. 

Ikponwosa observou ainda que a "maior parte das vítimas é formada por crianças". A mensagem da especialista independente veio como um último pronunciamento antes que ela deixe seu cargo, que ocupa desde 2015, para ser substituída por Muluka Anne Miti-Drummond em agosto. 

“Ao deixar o cargo, estou satisfeita que o Conselho de Direitos Humanos tenha, em uma resolução histórica , condenado práticas nocivas relacionadas à bruxaria e ataques rituais, mas ainda há muito a ser feito”, concluiu Ero, também de acordo com o veículo.